A Carreira

Rubens Barrichello tem seu nome marcado na história do automobilismo brasileiro. Seu currículo conta com inúmeros títulos de kart, conquista do Campeonato Europeu de Fórmula Opel e do Campeonato Inglês de Fórmula 3, diversos recordes e presença marcante durante anos na Fórmula 1 e, em sua segunda temporada a bordo do carro #111 na Stock Car, já levantou o primeiro caneco na categoria.

História

Rubens Barrichello nasceu em São Paulo, no dia 23 de maio de 1972. Filho de Idely Barrichello e Rubens Barrichello Senior, sentiu a emoção de acelerar pela primeira vez aos seis anos de idade, quando ganhou o primeiro kart do avô materno. Foi a partir de 1981 que o piloto começou a sua história no automobilismo: em oito anos de kart, chamou a atenção do mundo ao ser pentacampeão brasileiro e paulista; pela conquista do Campeonato Sul-Americano de 1986, na Colômbia; e pelo nono lugar no Mundial de 1987, na França, onde contou com a ajuda de Ayrton Senna para correr. A primeira experiência de Rubens Barrichello em um campeonato de carro foi em 1989, na Fórmula Ford. Logo em seu primeiro desafio, o automobilista já mostrou o seu cartão de visitas ao terminar a prova na primeira colocação. No final da temporada, ficou em terceiro lugar no campeonato.

Com as ótimas corridas realizadas, em 1991, surge um novo desafio: o automobilista recebeu o convite da equipe West Surrey Racing para correr na Fórmula 3 Inglesa. Mais uma vez, surpreendeu a todos e tornou-se campeão da competição. O piloto mais jovem a conquistar o título da categoria, sendo batido apenas pelo Nelsinho, em 2004, um grande adversário – ele foi campeão na segunda temporada e Rubens na primeira. Após duas temporadas vitoriosas, o piloto deu um último passo antes de chegar ao seu objetivo principal. Em 1992, foi convidado para correr no Campeonato Europeu de Fórmula 3000 pela equipe IL Barone Rampante. O ano foi difícil. O carro não era muito competitivo e, no meio da temporada, foi necessário trocar até o fornecedor do motor. Mesmo assim, conseguiu terminar em terceiro no campeonato, que somado com as ótimas atuações nos anos anteriores, resultou em um convite oficial para disputar a tão sonhada Fórmula 1. No dia 14 de março de 1993, Rubens Barrichello largou pela primeira vez em um Grande Prêmio de Fórmula 1. Sua primeira corrida foi em Kyalami, na África do Sul, representando a equipe irlandesa Jordan. Após alguns GPs, vieram os primeiros pontos. Em 4 de outubro, no Japão, o piloto terminou na quinta colocação. O próximo objetivo era buscar o primeiro pódio. E não demorou muito para ele vir. Em 1994, no GP do Pacífico, em Aida, o segundo da temporada, Rubens terminou na terceira colocação. No mesmo ano, o momento mais difícil da vida de Rubens Barrichello. No Grande Prêmio de San Marino, na Itália, o automobilista sofreu um grave acidente no início da primeira classificação, na sexta-feira. No dia 1º de maio de 1994, um domingo, o Brasil perdeu Ayrton Senna, o maior piloto da história do país, em um trágico acidente, causando um profundo abalo na vida de Rubens.

Apesar do trauma, o piloto teve um bom desempenho na temporada: conquistou sua primeira Pole Position no GP da Bélgica e terminou o campeonato em sexto, com 19 pontos. Em 1995, alcançou sua melhor colocação até então, com o segundo lugar no GP do Canadá. 1997 foi um ano especial. Além de ser o novo integrante da equipe Stewart, Rubens Barrichello casou-se com Silvana Giaffone Barrichello, no dia 24 de fevereiro. Seu auge na escuderia foi em 1999, com três pódios nos GPs de San Marino, França e Europa. Em 2000, Rubens Barrichello deu um grande passo em sua carreira: assinou com a Ferrari para ser o companheiro do alemão Michael Schumacher, que havia sido bicampeão pela Benetton. Sua primeira vitória na Fórmula 1 veio no dia 31 de julho de 2000, no GP da Alemanha. Após largar em 18º devido a problemas elétricos durante a classificação, o automobilista fez uma corrida impecável e terminou na primeira posição. O ano de 2001 chegou e, em 23 de setembro, nasceu o primeiro filho de Rubens Barrichello, o Eduardo. Quatro anos depois, em 2005, o piloto teve seu segundo filho, o Fernando. Em 2006, após cinco anos de Ferrari, dois vice-campeonatos, nove vitórias, inúmeras Pole Positions e cinco títulos de construtores, deixou a Ferrari e assinou com a Honda.

Em 2009, a Honda passou por forte crise na Fórmula 1 e foi adquirida por Ross Brawn, que garantiu a permanência de Rubens Barrichello e Jenson Button na temporada. Com motor Mercedes, a equipe que recebeu o nome de Brawn surpreendeu e foi considerada como grande candidata ao título. O piloto disputou o título até o final e acabou na terceira colocação. No ano seguinte, em 2010, Rubens Barrichello realizou mais um sonho: dirigir pela Williams, equipe que admira desde garoto. O ano de 2012 chegou com novos caminhos para o piloto. Após 19 anos, despediu-se da Fórmula 1 e assinou com a KV Racing Technology, para competir na Fórmula Indy. Foram 14 GPs disputados e, nas 500 milhas de Indianápolis, o automobilista ficou em 11º, sendo o melhor estreante na história da corrida. No mesmo ano, a convite da equipe Medley/Full Time, Rubens confirmou sua presença na Stock Car. O piloto do carro #111 estreou no circuito de Curitiba. Sua primeira conquista na categoria foi em 2014, na famosa Corrida do Milhão e, no mesmo ano, sagrou-se campeão da Stock Car. Em 14 de abril de 2015, foi anunciado pelo SBT para apresentar o programa “Acelerados”, atração já existente no YouTube, ao lado dos jornalistas Gerson Campos e Cássio Cortes. Nas temporadas seguintes, Rubens continuou com ótimos resultados na Stock Car: em 2015, quarto colocado; 2016, terceiro e 2017, quinto. O automobilista voltou a vencer a Corrida do Milhão em Goiânia, em 2018, e terminou o ano na quarta posição.